[Review] – “Not All The Beautiful Things” do What So Not

[Review] – “Not All The Beautiful Things” do What So Not

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sexta-feira, 09 março 2018
Reviews

E aí, galera. Hoje vou fazer um review do recém lançado “Not All The Beautiful Things” feito pelo What So Not.

Será uma análise bem raiz, irei falar de cada música de forma separada, então prepara ai, e já dá play no álbum!

Warlord (ft. SLUMBERJACK) – Fez muito bem seu papel de Introdução para o álbum, contando até com alguns vocais isolados durante a trilha, me remeteu à trilha sonora de algum filme, de maneira breve, eu curti muito, só por essa música já dava pra ver o que ia vir pela frente.

Be Ok Again (ft. Daniel Johns) – Essa aqui foi lançada como um dos singles anteriormente, conta com o belo vocal de Daniel Johns, que era integrante da “Silverchair”, uma banda de rock. Nessa música a variação de estilos começa a aparecer, agora com um Future Bass bem puxado pras melodias, e um som bem soft, muito agradável para ouvir numa sessão de estudos, por exemplo.

Beautiful (ft. Winona Oak) – Na sequência, temos mais uma faixa que foi lançada como um dos singles do álbum. Essa track já veio com uma pegada diferente das outras duas, passa uma sensação de música para pista, com graves mais pesados, e drop mais agressivo também.

Stuck In Orbit (ft. BUOY) – Dando continuidade, Stuck In Orbit vem com tudo, com vocais da também produtora BUOY, culminando num Future Bass muito melódico, e que, com atenção, consegui perceber algumas coisas bem legais, como a entrega total da cantora ao contexto da música, trazendo uma carga emocional bem grande a ela. O produtor falou um pouco sobre a canção também:

“A história por trás dessa música surgiu de uma noite que eu estava murmurando sons de guitarra, enquanto olhava uma linda lua, foi tudo muito cósmico, e então, a BUOY veio e entregou toda essa energia que eu estava sentindo da melhor maneira possível com seu vocal.”

Demons (ft. James Earl, Rome Fortune, Tommy Swisher) – Agora, as surpresas começaram a acontecer, ela começa com um piano bem agradável, e logo o beat entra, é uma música puxada para o Hip Hop/R&B. Não tenho muito a falar sobre essa, mas gostei muito da sonoridade, de toda a construção, de como as vozes se encaixaram bem nas melodias.

Goh (ft. Skrillex, KLP) – Agora, uma das tracks mais esperadas do álbum, uma colaboração com a lenda da Bass Music, Skrillex! Ela começa parecendo uma música mais calma, mas se tratando dele, não dá pra esperar exatamente isso, não é mesmo? Hahaha. Logo um drop “sujo” toma conta, com um Bass pesadíssimo, remetendo a algumas tracks que Sonny fez com seu projeto Jack Ü, com Diplo. Já no segundo drop, deram uma boa mudada, agora ele contava com tons melódicos entre as batidas, passando uma energia muito boa.

We Keep On Running (ft. Toto) – Essa foi uma das maiores surpresas do álbum pra mim, vou contextualizar um pouco sobre quem fez o vocal dessa música. Toto é uma banda de Rock/Pop formada em 1977, e eles mesmos desde sempre experimentaram diversos estilos, pelo grande conhecimento técnico sobre música do grupo. Eles lançaram 17 álbuns, e venderam mais de 30 milhões de gravações pelo mundo. Agora, sobre a música: Ela começa com uma vibe bem funky, contando com guitarras desde o princípio. O vocal lembra facilmente algumas bandas mais antigas do cenário do Rock Alternativo, mas com uma construção inteiramente remodelada, com um Future Bass bem pensado, que casou perfeitamente com o tom de voz do cantor.

If You Only Knew (ft. San Holo, Daniel Johns) – Uma das músicas mais esperadas por mim foi esta, fiquei bem curioso para saber como seria essa junção de What So Not com San Holo. E não me decepcionei em nenhum momento, consegui ver os traços dos dois artistas na música, sem contar no belo vocal, mais uma vez do Daniel Johns, usando uma escala mais aguda, de uma forma muito agradável para os ouvidos.

Monsters (Michael Christmas, Tobi Lou) – Mais uma vez, a presença de uma canção mais puxada para o Hip Hop/R&B, mas, dessa vez, com uma base de Future Bass também, mostrando mais um pouco da diversidade na produção de Chris Emerson.

Bottom End (ft. Dyro) – Essa entra no quesito das mais esperadas do álbum com facilidade, e também no quesito qualidade entregue, pois ficou sensacional! Ela conta com drops bem marcantes, que abusam do uso de bass neles, Dyro vem tentando seguir essa linha em alguns trabalhos recentes, seria legal vê-lo entrando de vez nessa cena, não acham?

Same Mistakes (ft. Daniel Johns) – Sim, temos mais uma colaboração com o D. Johns, creio que dá pra classificar como a música mais experimental do álbum, não tendo um foco muito grande em alguma vertente, mas ela trás diversos elementos do Rock, e eles são demonstrados durante a trilha toda.

Us (ft. Daniels) – Sabendo que tudo que é bom, dura pouco, Chris Emerson decidiu terminar o seu álbum de forma épica, com uma música de 6 minutos, SIM! O bacana de observar nela é a progressão que ela tem durante esse tempo todo, começa num ritmo mais lento, mais cantado, e vai aumentando, até o grave finalmente bater, ela conta também com vocais bem suaves, que se encaixam muito bem na construção geral dela.

Conclusão: O álbum mantém seu nível desde o começo, passando desde as tracks mais melódicas, até as mais pesadas. O What So Not já me chamava muita atenção antes de sequer anunciar um LP, e de todas as minhas expectativas, posso dizer que fui surpreendido positivamente, foi melhor do que eu esperava que fosse. Isso me faz perceber o quanto é bom demorarmos pra fazer algo, é claro que, sempre com vontade de fazer! O resultado sai praticamente perfeito.

Vale lembrar que ele vai desembarcar aqui no Brasil para o Lollapalooza 2018 no dia 23 de Março.

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Fizemos uma playlist com todas as atrações da música eletrônica que vão passar pelo Lollapalooza este ano, confere lá:

Brunno Coelho

Paulista de 19 anos, e criador de conteúdo da Universo EDM desde 2015. Apaixonado por Progressive House e Bass Music. Antenado tanto na cena mainstream quanto no underground, sempre visando trazer novos nomes para o público.

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