[REVIEW] Tchami x Malaa no Laroc – um Sold Out memorável

[REVIEW] Tchami x Malaa no Laroc – um Sold Out memorável

6
5617
0
segunda-feira, 12 março 2018
Reviews

Com convidados muito especiais e surpresas a noite toda, confira o que rolou nesse último sábado.

O Laroc é um super-club localizado em Valinhos-SP, posicionado no ranking dos melhores 100 clubs do mundo, que desde 2015 já recebeu mais de 150 DJs de 20 países diferentes. No último sábado, a casa teve lotação máxima e recebeu os grandes nomes Malaa e Tchami, franceses, e os brasileiros Illusionize, JØRD, Gabe, Adriano Pagani e o residente Silvio Soul. Das 16 às 03, uma das pistas mais incríveis do país, não parou e foi recebida com sets surpreendentes.

Os shows:

Com a duração dos sets mais extensas (1:30hr, 3hrs) do que o que estamos acostumados por aí, os DJ’s têm mais liberdade para tocar tracks diferentes e que traduzem sua identidade nos deck’s, e foi exatamente o que vimos no sábado. A line-up foi orquestralmente montada e mostrou porque o Laroc é chamada da “Disney da música eletrônica”.

Pagani começou às 18 horas, logo depois do residente abrir a casa, e tocou bastante do que escutamos em seus programas na rádio Energia 97, somando também alguns clássicos. JØRD entrou logo depois, às 19:30, e trouxe um show audiovisual novo com projeções de sua identidade visual que vemos em suas redes sociais. Com um set mais dinâmico, muitas tracks autorais, das mais conhecidas até as não lançadas e soube muito bem fazer seu papel de warm-up para as grandes atrações da noite, mesmo sem sair do seu som.

Em seguida começava o tão esperado b2b de Tchami e Malaa, às 21hrs, os primeiros headliners. Um set muito completo, com a cara dos dois, e MUITO pesado, tracks fora da caixa e muitas delas do álbum da tour No Redemption deles. Mesmo dentro disso, ainda tocaram as mais clássicas de cada um, como a “Notourious”, “Afterlife” e o remix de “You Know You Like It”. A transição pro próximo headliner, Illusionize, pode ser escrita na história. Pedrinho subiu ao palco, quando Malaa ainda estava lá, com a máscara preta igual a do francês e ficaram um do lado do outro iguaizinhos, então ele tirou a máscara, deram um abraço e a pista simplesmente perdeu a cabeça, aplaudindo e gritando sem parar. Quando todo mundo achava que não tinha como ficar mais épico, Pedrinho colocou seu chapéu no Malaa, que depois desceu do palco para que o Illusionize pudesse começar seu show.

Ele entrou às 22:30 e abriu seu set com sua track “Earthquake”, em parceria com o DJ Glen. Essa track está no seu álbum, lançado mês passado, o qual marcou muito seu set, que teve uma característica forte de pista, com muito peso. De pouco em pouco Pedrinho vai deixando de lado algumas clássicas como suas versões de “Monstrão” e “Gangsta Walk” para dar lugar a sua roupagem nova, com tracks mais fortes e com menos vocal. Tocando muitas não lançadas também, mas já conhecidas pelos fãs, como o re-work da “Hands Up”, com previsão de lançamento para o mês que vem. Illusionize honrou ser headliner da noite e mostrou total comando da pista. Quem fechava o palco entrando as 00, foi Gabe, quem fez um set de 3 horas de duração e muito versátil.

O Club:

O Laroc passou por uma reforma visual no final do ano passado e fez uma diferença significativa pra fechar com chave de ouro a identidade do super-club. Além disso, nesse mesmo momento, o Laroc fechou novas parcerias com marcas de bebidas premium e com isso ganha mais bares customizados.

O nível de detalhe de lá é um dos motivos de ser um club enaltecido no mundo todo, desde decoração até atendimento, com direito a despedida de boa noite do staff na saída da festa, e atenção aos artistas, que ganham uma toalha personalizada do club com seu nome ao se apresentarem. A equipe toda que trabalha lá é muito sincronizada, bem treinada e atenciosa. O club é muito bem sinalizado tanto para a fila na porta, quanto no interior dele, uma revista muito boa na entrada comparada com o que vemos por aí em grandes eventos e também apresenta uma boa acessibilidade. Falamos com um cadeirante que frequenta o club e ele disse que vai para o Laroc direto e que não vê nenhum problema na estrutura acessível, tem rampas largas pra todos os acessos e os banheiros também são adaptados.

Essas “pequenas” coisas, junto do carinho dos fãs, da estrutura do club e sua seleção de artistas se unem para formar o nome Laroc e o motivo de ser um verdadeiro templo pros amantes da música eletrônica. Mesmo sendo no interior a maioria do público é da cidade grande, São Paulo, capital, e que em grande parte não frequenta a gama de baladas de lá e que vai unicamente, com frequência e fidelidade, pra Laroc. O super-club em cada abertura constrói uma energia mais especial ainda, tornando-se um evento de grandes proporções, tanto pro público quanto pros artistas, que se preparam cada vez mais pra tocar e se envolvem mais na festa, aumentando a importância de cada edição. Como diz o próprio Vintage Culture, “É dia de Laroc p*rra”.

 

Fotos por: Natasha Arcuri – Flashed e Eduardo Nadais.

Tatiane Batassa

Paulista de 26 anos com tamanho de 15. Publicitária e Social Media. Colaboradora desde 2017. Fã de carteirinha do Lollapalooza Brasil e suas ativações. Gosta de criar alguns conteúdos diferentes para o portal.

125 posts | 0 comments