Dubstep pode agir como repelente para mosquitos

Dubstep pode agir como repelente para mosquitos

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segunda-feira, 01 abril 2019
Internacionais

1° de Abril é dia oficial de soltar piadinhas – ruins. E isso inclui até veículos jornalísticos. Já tivemos shows fakes, anúncio de retorno como o do SHM nos anos anteriores e sites teens causando alvoroço em seus seguidores nas redes sociais.

Mas essa não é uma notícia falsa. É bem verdadeira, mas que parece mentira.

Alguns haters vão dizer que o som duvidoso repele não só os mosquitos. Mas, a relação da música eletrônica com esses artrópodes não resulta só de gosto musical — ela foi comprovada cientificamente. De acordo com um artigo científico publicado no Acta Tropica, ouvir esse estilo de canção pode evitar picadas de mosquitos. Especificamente, é uma ótima notícia para os fãs de Skrillex.

Isso porque o som é “crucial para a reprodução, sobrevivência e manutenção da população de muitos animais”, disse, no artigo, a equipe de cientistas internacionais autores do estudo — que são especialistas em mosquitos e doenças que eles carregam. “Nos insetos, as vibrações de baixa freqüência facilitam as interações sexuais, enquanto o ruído interrompe a percepção de sinais de membros da mesma espécie e hospedeiros”, explicam.

Para testar como os bichos reagiam a música eletrônica, eles submeteram adultos da espécie Aedes Aegypti, o mosquito da dengue (que também transmite febre amarela, zica e chikungunya) ao som. A música “Scary Monsters And Nice Sprites”, uma faixa do álbum homônimo e vencedor do Grammy do Skrillex, foi escolhida para o teste por causa de sua mistura de frequências muito altas e muito baixas.

Resultado: os mosquitos adultos do sexo feminino ficaram confusos com as diferentes vibrações e acabaram “entretidos” pela melodia. Por isso, atacaram seus possíveis hospedeiros mais tarde e com menos frequência do que aqueles em um ambiente livre de dubstep. Além disso, os cientistas também descobriram que os mosquitos expostos à música faziam sexo “com muito menos frequência” do que os mosquitos sem música.

“A observação de que tal música pode atrasar o ataque do hospedeiro, reduzir a alimentação sanguínea e interromper o acasalamento fornece novos caminhos para o desenvolvimento de medidas de proteção e controle pessoal baseadas na música contra as doenças transmitidas pelo Aedes.”

Quando for para uma área de risco, não esqueça sua caixinha de som — e um pendrive com o álbum do Skrillex.

Créditos: Ingrid Luisa – Super Interessante

Tatiane Batassa

Paulista de 26 anos com tamanho de 15. Publicitária e Social Media. Colaboradora desde 2017. Fã de carteirinha do Lollapalooza Brasil e suas ativações. Gosta de criar alguns conteúdos diferentes para o portal.

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